Valores a receber Banco Central: veja como consultar dinheiro esquecido

Os valores a receber do Banco Central ainda somam mais de R$ 10 bilhões esquecidos no sistema financeiro.

Segundo dados atualizados do Sistema de Valores a Receber (SVR) referentes a janeiro de 2026, grande parte desse dinheiro pertence a pessoas físicas.

Ao todo:

  • R$ 8,1 bilhões pertencem a cerca de 49,5 milhões de pessoas

  • R$ 2,38 bilhões pertencem a mais de 5 milhões de empresas

Ou seja: pode ter dinheiro seu parado por aí… e você nem sabe.

Será que eu tenho valores a receber?

Apesar do volume total ser alto, a maioria das pessoas tem valores pequenos para receber.

Segundo o Banco Central:

  • apenas 1,9% dos valores são superiores a R$ 1.000

Mesmo assim, vale a pena consultar. Afinal, ninguém reclama de encontrar um dinheiro esquecido.

Como consultar dinheiro esquecido no Banco Central

O Sistema de Valores a Receber (SVR) é um serviço gratuito do Banco Central que permite verificar se você, sua empresa ou até mesmo uma pessoa falecida possui valores esquecidos em instituições financeiras.

Se houver valores disponíveis, o sistema também permite solicitar a devolução do dinheiro.

Veja o passo a passo.

Passo 1: Faça a consulta inicial

Acesse o site oficial: https://valoresareceber.bcb.gov.br/publico

Depois siga estas etapas:

  • escolha o tipo de documento (CPF ou CNPJ)

  • informe o número do documento

  • informe a data de nascimento ou data de abertura da empresa

  • preencha o captcha para confirmar que você não é um robô

Passo 2: Acesse o sistema

Se houver valores disponíveis, o próprio site informará.

Nesse caso, será necessário acessar o sistema completo:  https://valoresareceber.bcb.gov.br/svr/valores

Passo 3: Faça o login

Para acessar o sistema é necessário entrar com sua conta gov.br.

  • Pessoas físicas utilizam a conta gov.br normal

  • Empresas devem usar certificado digital (e-CNPJ)

Passo 4: Acesse “Meus Valores a Receber”

Após entrar no sistema, selecione a opção:

Meus Valores a Receber

Passo 5: Aceite o termo

Leia e aceite o Termo de Ciência para continuar.

Passo 6: Confira as informações

Na tela do sistema você verá:

  • o valor que tem a receber

  • o nome da instituição financeira

  • os dados de contato

  • a origem do valor (por exemplo: tarifas, saldo de conta encerrada, etc.)

Passo 7: Solicite o resgate do valor

Se houver dinheiro disponível, você poderá solicitar a devolução diretamente pelo sistema.

Na maioria dos casos, basta:

  • escolher uma chave Pix

  • confirmar seus dados

  • registrar a solicitação

Após isso, a instituição financeira responsável fará a devolução do valor.

Normalmente o pagamento acontece em até 12 dias úteis, mas em alguns casos a instituição pode entrar em contato para confirmar dados antes de concluir a transferência.

Se o sistema não permitir a solicitação automática, será necessário entrar em contato diretamente com a instituição financeira indicada para combinar a devolução.

Importante: nunca informe senhas ou códigos de acesso para ninguém.

Passo 8: Guarde o comprovante

Após solicitar o resgate, o sistema gera um comprovante da solicitação.

Você pode:

  • salvar

  • imprimir

  • ou compartilhar o comprovante

Assim fica mais fácil acompanhar a solicitação no futuro.

Dica: consulte também valores de familiares falecidos. Muitas pessoas deixam dinheiro esquecido em contas antigas ou consórcios encerrados.

Empréstimo consignado: 7 riscos que você precisa conhecer antes de contratar

O empréstimo consignado é uma modalidade de crédito muito popular no Brasil, especialmente entre aposentados, pensionistas e servidores públicos. Ele oferece juros mais baixos e facilidade na contratação, mas nem sempre é a melhor solução. Antes de optar por essa alternativa, é importante entender os riscos e quando realmente vale a pena usar. Neste artigo, você vai conhecer 7 motivos para evitar o empréstimo consignado e em quais situações ele pode ser útil.

Por que pensar duas vezes antes de contratar um consignado?

Apesar da aparência de segurança e praticidade, o empréstimo consignado pode se tornar uma armadilha financeira se não for bem planejado. Como as parcelas são descontadas diretamente do salário ou benefício, há menos controle sobre o orçamento, o que pode levar ao endividamento crônico.

7 motivos para evitar o empréstimo consignado

1. Comprometimento do salário

Quando você contrata um consignado, parte do seu salário ou benefício fica comprometida por meses ou até anos. Isso reduz sua margem para lidar com imprevistos e pode gerar dificuldades financeiras.

2. Sensação de dinheiro fácil

A facilidade na aprovação faz muitas pessoas acreditarem que é uma solução simples para qualquer problema. Essa percepção pode incentivar decisões impulsivas e aumentar o risco de endividamento.

3. Longo prazo de pagamento

Os consignados costumam ter prazos extensos, chegando a 72 ou até 96 meses. Isso significa que você ficará preso a uma dívida por muito tempo, mesmo que sua situação financeira melhore.

4. Risco de superendividamento

Como as parcelas são descontadas automaticamente, é comum perder a noção do impacto no orçamento. Muitas pessoas acabam contratando mais de um consignado, acumulando dívidas que consomem grande parte da renda.

5. Dificuldade para renegociar

Diferente de outros tipos de crédito, renegociar um consignado pode ser complicado. As regras são rígidas e nem sempre permitem flexibilização das parcelas ou redução significativa dos juros.

6. Juros menores, mas não gratuitos

Embora os juros sejam mais baixos que outras modalidades, eles ainda existem e podem representar um custo alto ao longo do tempo. Em prazos longos, o valor total pago pode ser muito maior que o empréstimo inicial.

7. Impacto psicológico

Viver com parte do salário comprometida por anos pode gerar estresse e sensação de falta de liberdade financeira. Essa pressão pode afetar sua qualidade de vida e até seus relacionamentos.

Quando o empréstimo consignado pode ser uma boa opção?

Apesar dos riscos, existem situações em que o consignado pode ser útil, desde que usado com responsabilidade.

  • Quitar dívidas mais caras: Se você tem dívidas com juros altos, como cartão de crédito ou cheque especial, usar o consignado para pagar essas contas pode reduzir custos.
  • Emergências reais: Problemas de saúde ou situações urgentes podem justificar o uso do crédito, desde que não haja outra alternativa.
  • Planejamento consciente: Se você tem controle financeiro e sabe exatamente como vai usar o dinheiro, o consignado pode ser uma ferramenta estratégica.

Dicas para usar o consignado com segurança

  • Analise sua capacidade de pagamento antes de contratar.
  • Compare taxas e condições entre diferentes instituições.
  • Evite prazos muito longos para não comprometer sua renda por anos.
  • Não use consignado para consumo imediato ou compras desnecessárias.
  • Considere alternativas, como renegociação de dívidas ou empréstimos com garantia.

Conclusão

O empréstimo consignado pode parecer uma solução rápida, mas traz riscos que não devem ser ignorados. Antes de contratar, avalie sua situação financeira, considere outras opções e use essa modalidade apenas quando for realmente necessário. Planejamento é a chave para evitar que um crédito barato se transforme em um problema caro.

Como eliminar dívidas em casal: estratégias para recuperar a saúde financeira

Sair das dívidas é um desafio que muitas famílias enfrentam, e quando o problema é compartilhado pelo casal, a situação pode parecer ainda mais complicada. No entanto, lidar com as dívidas juntos pode fortalecer a relação e criar hábitos financeiros saudáveis para o futuro. Neste artigo, vamos mostrar estratégias práticas para que vocês consigam se organizar e alcançar a liberdade financeira.

Por que é importante enfrentar as dívidas em conjunto?

Quando as dívidas afetam o casal, elas impactam não apenas o orçamento, mas também a confiança e a harmonia do relacionamento. Trabalhar juntos é essencial para evitar conflitos e garantir que ambos estejam comprometidos com a solução.

  • Transparência: Compartilhar informações financeiras evita surpresas desagradáveis.
  • Planejamento conjunto: Decisões tomadas em dupla são mais eficazes.
  • Fortalecimento da relação: Resolver problemas juntos cria união e confiança.

Passo a passo para sair das dívidas juntos

Não existe fórmula mágica, mas seguir um plano estruturado aumenta as chances de sucesso. Veja os passos essenciais:

1. Conversem abertamente sobre a situação

O primeiro passo é colocar tudo na mesa: valores, prazos e credores. Evitar o assunto só piora o problema.

  • Liste todas as dívidas com juros e vencimentos.
  • Identifique quais são prioritárias (como contas básicas e dívidas com juros altos).

2. Definam metas realistas

Estabeleçam objetivos claros, como quitar dívidas específicas em determinado prazo. Isso ajuda a manter o foco.

  • Determine um valor mensal para pagamento das dívidas.
  • Crie metas pequenas para manter a motivação.

3. Cortem gastos desnecessários

Revisem juntos o orçamento e identifiquem despesas que podem ser reduzidas ou eliminadas.

  • Assinaturas que não usam.
  • Compras por impulso.
  • Saídas frequentes para lazer.

4. Negociem com credores

Muitas empresas oferecem condições melhores para quem busca renegociar. Aproveitem essa oportunidade.

  • Peçam redução de juros ou parcelamento.
  • Verifiquem programas de renegociação oferecidos por bancos.

5. Criem um fundo de emergência

Mesmo enquanto pagam dívidas, é importante reservar um valor para imprevistos, evitando novas dívidas.

  • Comecem com pequenas quantias mensais.
  • Guardem em uma conta separada para não misturar com gastos.

Dicas para manter a motivação

Sair das dívidas pode levar tempo, mas manter o compromisso é fundamental. Algumas estratégias ajudam:

  • Comemorem pequenas conquistas: Cada dívida quitada é um passo importante.
  • Evitem novas dívidas: Usem dinheiro à vista sempre que possível.
  • Planejem juntos: Transformem o processo em um projeto do casal.

Como evitar voltar ao endividamento?

Depois de quitar as dívidas, é hora de adotar hábitos financeiros saudáveis para não repetir os erros.

  • Montem um orçamento mensal detalhado.
  • Definam limites para gastos pessoais.
  • Invistam em educação financeira.

Conclusão

Sair das dívidas juntos é um desafio que exige diálogo, disciplina e comprometimento. Mais do que resolver um problema financeiro, esse processo pode fortalecer a relação e criar uma base sólida para o futuro. Com planejamento e união, é possível transformar dívidas em aprendizado e conquistar a liberdade financeira.

Como Evitar Quedas no Score de Crédito

Manter um bom score de crédito é essencial para conseguir empréstimos, financiamentos e até aprovar cartões com melhores condições. No entanto, existem atitudes simples do dia a dia que podem derrubar sua pontuação sem que você perceba. Entender esses fatores é fundamental para evitar surpresas desagradáveis e garantir uma boa saúde financeira.

Por que o score é tão importante?

O score é uma pontuação que indica a probabilidade de você pagar suas contas em dia. Bancos e instituições financeiras usam essa métrica para avaliar o risco antes de conceder crédito. Quanto maior o score, maiores são as chances de conseguir boas condições. Mas, mesmo sem atrasar contas, algumas práticas podem reduzir sua pontuação.

Principais fatores que derrubam seu score sem você perceber

Atrasos pequenos e esquecidos

Mesmo um atraso de poucos dias pode impactar negativamente. Muitas pessoas acreditam que pagar depois do vencimento, mas dentro do mesmo mês, não faz diferença. Isso é um engano.

  • Boletos atrasados, mesmo que sejam de valores baixos.
  • Contas de consumo como água, luz e telefone.
  • Parcelas de cartão pagas fora do prazo.

Uso excessivo do limite do cartão

Utilizar todo o limite disponível do cartão de crédito demonstra para o mercado que você está no limite financeiro, mesmo que pague tudo em dia. Isso reduz sua pontuação porque indica maior risco.

  • Mantenha o uso do cartão abaixo de 30% do limite.
  • Evite acumular várias compras parceladas.

Falta de movimentação financeira

Não ter contas ativas ou movimentação bancária também pode prejudicar. O sistema entende que não há histórico suficiente para avaliar seu comportamento.

  • Evite ficar sem conta corrente ou poupança.
  • Realize transações regulares, mesmo que pequenas.

Consultas frequentes ao CPF

Quando você solicita crédito em várias instituições em pouco tempo, isso gera muitas consultas ao seu CPF. Para o mercado, isso pode indicar desespero por crédito.

  • Evite pedir empréstimos em sequência.
  • Pesquise condições antes de autorizar consultas.

Cancelamento de cartões ou contas antigas

Ter um histórico longo é positivo para o score. Cancelar cartões antigos pode reduzir sua pontuação porque diminui o tempo médio de relacionamento com instituições financeiras.

  • Mantenha pelo menos um cartão antigo ativo.
  • Evite encerrar contas sem necessidade.

Não atualizar seus dados

Informações desatualizadas no cadastro podem gerar desconfiança. Instituições preferem clientes com dados corretos e atualizados.

  • Mantenha endereço, telefone e e-mail sempre corretos.
  • Atualize seus dados nos birôs de crédito.

Dicas para manter seu score saudável

  • Pague todas as contas em dia, mesmo as de baixo valor.
  • Use o cartão com responsabilidade, sem atingir o limite total.
  • Evite consultas excessivas ao CPF.
  • Mantenha movimentação financeira regular.
  • Atualize seus dados cadastrais periodicamente.

Essas práticas simples ajudam a manter sua pontuação alta e aumentam suas chances de conseguir crédito com boas condições.

Conclusão

O score é um reflexo do seu comportamento financeiro. Pequenos detalhes, como atrasos mínimos ou falta de movimentação, podem derrubar sua pontuação sem que você perceba. Por isso, é essencial adotar hábitos saudáveis e acompanhar seu score regularmente. Assim, você garante mais oportunidades e segurança para o futuro.

10 conversas financeiras obrigatórias para casais

Conversar sobre dinheiro pode ser um desafio para muitos casais, mas é essencial para construir uma vida financeira saudável e evitar conflitos no futuro. A falta de diálogo sobre finanças é uma das principais causas de desentendimentos e até separações. Por isso, ter conversas claras e objetivas sobre dinheiro é um passo fundamental para garantir estabilidade e harmonia no relacionamento.

1. Expectativas financeiras

Antes de qualquer planejamento, é importante alinhar expectativas. Cada pessoa tem uma visão diferente sobre como gastar, poupar e investir. Conversar sobre isso evita frustrações.

  • Defina prioridades: viagens, casa própria, aposentadoria.
  • Entenda hábitos: quem gosta de gastar mais, quem prefere economizar.

2. Situação financeira atual

Transparência é essencial. Cada parceiro deve compartilhar sua realidade financeira para que o planejamento seja realista.

  • Renda mensal líquida.
  • Dívidas existentes.
  • Investimentos e reservas.

3. Dívidas e responsabilidades

Ignorar dívidas pode gerar problemas sérios. É preciso definir como elas serão pagas e quem será responsável por cada parte.

Dicas para lidar com dívidas

  • Liste todas as dívidas com valores e prazos.
  • Defina estratégias para quitar o quanto antes.
  • Evite novas dívidas desnecessárias.

4. Orçamento mensal

Um orçamento conjunto ajuda a controlar gastos e evitar surpresas. Estabeleça limites para despesas fixas e variáveis.

  • Despesas essenciais: aluguel, contas, alimentação.
  • Despesas pessoais: lazer, hobbies.
  • Poupança: defina um valor fixo para economizar.

5. Conta conjunta ou separada?

Esse é um ponto que gera muitas dúvidas. Não existe certo ou errado, mas sim o que funciona para o casal.

  • Conta conjunta: ideal para quem quer transparência total.
  • Contas separadas: mantém autonomia financeira.
  • Modelo híbrido: uma conta para despesas comuns e contas individuais para gastos pessoais.

6. Metas financeiras

Definir objetivos é essencial para manter o foco. Metas claras ajudam a evitar gastos impulsivos e direcionam o planejamento.

  • Comprar um imóvel.
  • Fazer uma viagem internacional.
  • Construir uma reserva de emergência.

7. Investimentos

Investir é um passo importante para garantir o futuro. Conversar sobre perfil de risco e estratégias é fundamental.

Pontos para discutir

  • Perfil conservador, moderado ou agressivo?
  • Investimentos em renda fixa ou variável?
  • Objetivos de longo prazo.

8. Aposentadoria

Poucos casais falam sobre isso, mas é essencial. Quanto antes começar a planejar, melhor será a qualidade de vida no futuro.

  • Defina quanto querem ter disponível na aposentadoria.
  • Considere previdência privada ou investimentos de longo prazo.

9. Proteção financeira

Imprevistos acontecem. Ter seguros e uma reserva de emergência é indispensável para evitar crises.

  • Seguro de vida e saúde.
  • Reserva para emergências médicas ou perda de renda.

10. Comunicação contínua

Não basta conversar uma vez. A vida financeira muda com o tempo, e o diálogo deve ser constante.

  • Reveja o orçamento mensalmente.
  • Ajuste metas conforme mudanças na renda.
  • Mantenha a transparência sempre.

Em resumo, falar sobre dinheiro não deve ser um tabu. Pelo contrário, é um sinal de maturidade e compromisso. Casais que discutem suas finanças de forma aberta e estratégica têm mais chances de alcançar seus objetivos e viver com tranquilidade. Comece hoje mesmo essas conversas e construa um futuro

O impacto emocional das dívidas e como curar

A relação que temos com o dinheiro é complexa, e a forma como lidamos com as dívidas pode impactar nossa saúde emocional de maneira significativa. Muitas pessoas sentem um peso enorme quando estão endividadas, o que pode levar a sentimentos de ansiedade, vergonha e até depressão. Neste artigo, vamos explorar o impacto emocional das dívidas e apresentar algumas dicas sobre como se curar dessa situação.

O impacto emocional das dívidas

As dívidas não afetam apenas nossas finanças, mas também têm um profundo efeito sobre nosso bem-estar emocional. Quando estamos endividados, é comum sentir-se preso em um ciclo de estresse e preocupações. Vamos entender melhor por que isso acontece.

A ansiedade e o estresse

Uma das primeiras reações às dívidas é a ansiedade. O que era para ser uma preocupação passageira pode se transformar em grandes níveis de estresse. Isso acontece porque a mente fica constantemente pensando em como pagar as contas e o que pode acontecer se não conseguir. Essa pressão pode ocasionar sintomas físicos, como dores de cabeça e insônia.

Sentimentos de culpa e vergonha

Além da ansiedade, muitos se sentem culpados por estarem endividados. Essa culpa pode ser ainda mais forte se a pessoa acredita que está falhando em suas responsabilidades financeiras. A vergonha é outro sentimento comum, principalmente ao pensar em como será vista por amigos e familiares. Esses sentimentos podem gerar um ciclo vicioso que dificulta a busca por soluções.

Como curar-se das dívidas emocionalmente

Eu sei que sair do ciclo emocional das dívidas pode parecer desafiador, mas é possível. Aqui estão algumas estratégias que podem ajudar a curar essa relação negativa com as dívidas.

1. Aceite a situação

O primeiro passo para lidar com o impacto emocional das dívidas é aceitar a sua situação. Aceitar não significa se conformar, mas reconhecer que você está endividado. Essa autoconsciência é essencial para começar a tomar atitudes concretas. Avalie sua condição financeira e reconheça quais são suas dificuldades.

2. Faça um planejamento financeiro

Elabore um planeamento financeiro realista. Isso dará clareza sobre suas finanças e ajudará a organizar suas prioridades. Siga estas etapas:

  • Liste todas as suas dívidas, incluindo valores e prazos.
  • Identifique suas receitas mensais e despesas fixas.
  • Desenvolva um orçamento que permita pagar suas dívidas.

Ao ver tudo em um papel, você pode sentir um alívio, pois agora tem um plano para seguir.

3. Crie um fundo de emergência

Um fundo de emergência é uma reserva de dinheiro que pode evitar que você se endivide ainda mais. Procure economizar uma pequena quantia mensalmente até que tenha pelo menos três meses de despesas guardadas. Isso oferece uma sensação de segurança.

4. Busque apoio emocional

Conversar sobre suas dificuldades financeiras com amigos, familiares ou um profissional pode ajudar muito. Não tenha medo de buscar ajuda. Compartilhar suas preocupações pode aliviar o peso emocional e também pode trazer conselhos úteis.

5. Foque na mentalidade positiva

Mantenha uma mentalidade positiva durante esse processo. Ao invés de pensar “eu nunca vou conseguir sair dessa”, tente mudar para “eu estou trabalhando para sair dessa”. Mudanças na forma de pensar podem impactar diretamente na forma como você lida com as dificuldades.

Quando procurar ajuda profissional

Se os sentimentos de estresse e ansiedade se tornarem insuportáveis ou interferirem em sua vida cotidiana, pode ser o momento de procurar a ajuda de um profissional. Psicólogos e terapeutas especializados em finanças podem ajudar a tratar questões emocionais ligadas ao dinheiro.

Consultores financeiros

Além do apoio psicológico, os consultores financeiros podem oferecer orientações práticas sobre como sair das dívidas. Eles podem ajudar a negociar condições melhores com credores e oferecer estratégias para melhorar sua saúde financeira.

Conclusão

O impacto emocional das dívidas é um desafio para muitas pessoas. No entanto, é possível mudar essa realidade através do conhecimento e de ações conscientes. Ao aceitar sua situação, elaborar um planejamento financeiro e buscar apoio, você pode encontrar o caminho para a recuperação emocional e financeira. Lembre-se: todos têm desafios, mas lidar com eles de forma saudável é o primeiro passo para uma vida melhor.